Renda Fixa

Como funciona o investimento de Renda Fixa?

21/05/2020

Como o próprio nome já diz, a renda fixa se propõe a gerar proventos de maneira “fixa”, ou seja, cujos retornos da aplicação são mais previsíveis e seguros do que os demais produtos do mercado. Na renda fixa é possível estimar a rentabilidade de forma mais assertiva do que na renda variável. Essa previsibilidade é dividida em três modalidades. Na pré-fixada, a taxa de retorno já é conhecida no momento inicial da aplicação, independentemente do que acontecer no mercado o rendimento se manterá até o vencimento/data do pagamento. Na pós-fixada, o rendimento só será conhecido no futuro mediante a oscilação de algum indicador (taxas de juros, inflação ou outro) pré-determinado no momento da compra do ativo. Nesse caso, mesmo diante da variação desses indicadores, é possível  estimar os retornos por meio de simulações e projeções de mercado. Na modalidade híbrida, a rentabilidade é parte fixa e parte variável.

Os investimentos de renda fixa funcionam como um empréstimo para quem emite o ativo. Em troca desse crédito, o investidor recebe uma taxa de rentabilidade, que é acordada no momento da compra. O valor é utilizado para o financiamento de projetos, pagamento de dívidas, investimento no agronegócio e no setor imobiliário. É um tipo de investimento muito procurado para quem quer fazer uma reserva de emergência ou como primeiro investimento para iniciantes do mercado financeiro – conheça mais sobre o Mercado Financeiro em nosso artigo recente.

Qualquer pessoa pode investir na renda fixa, basta ter certeza de que esse investimento está em linha com o seu perfil de investidor – confira o artigo que explica os Perfis de Investidores. Importante verificar se a quantia disponível permite acessar o investimento, pois algumas das melhores opções de renda fixa têm aplicação mínima inicial e isso requer um capital maior de entrada. Também é importante que o investidor não tenha pressa com relação ao retorno desse investimento, uma vez que muitos possuem prazos de retornos mais longos.

 

Tributação nos investimentos em Renda Fixa

Todo investimento possui custos, por isso, antes de investir, confira:

  • IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) - incide sobre os investimentos apenas nos primeiros 30 dias de aplicações. Então, se você solicitar o resgate neste período, haverá a cobrança do tributo. Ao investir, considere levar a aplicação pelo máximo de tempo possível, de preferência até o vencimento do título. Assim, você faz o seu patrimônio crescer muito mais com o poder dos juros compostos.
  • Imposto de Renda - O IR está presente na grande maioria dos investimentos de renda fixa. Incide incide apenas sobre os rendimentos, com uma alíquota regressiva. Assim, quanto maior o tempo de aplicação, menor será a alíquota incidente sobre os seus investimentos. 
  • Taxa de custódia - Esta taxa é cobrada apenas no Tesouro Direto. Ela foi estipulada pela BM&F Bovespa com o objetivo de proteger os seus dados e a guarda dos seus títulos. A taxa de custódia é descontada semestralmente. No ano, ela totaliza 0,25%. 

Tipos de Investimentos em Renda Fixa

Existem diversos produtos nesta categoria com diferentes características e vantagens, conheça os principais:

  • Poupança – A caderneta antiga (antes de 4 de maio de 2012) rende 0,5% ao mês mais Taxa Referencial (TR). A nova poupança rende 70% da Selic mais TR, quando a Selic está inferior a 8,5% a.a. e 0,5% ao mês mais TR quando superior. Por isso, a poupança está muito longe de ser um dos melhores investimentos.
  • Tesouro Direto - Plataforma do governo federal para negociar online títulos públicos. Além da segurança e taxas atrativas, é possível investir a partir de R$ 30. Nela você pode emprestar dinheiro ao governo e será recompensado com juros no fim do contrato, com títulos com remuneração atrelada à taxa Selic (Tesouro Selic), à inflação (Tesouro IPCA+) ou ao Tesouro Prefixado.
  • CDB – O Certificado de Depósito Bancário (CDB) é o investimento mais conhecido pelo investidor. Nesse caso, você também irá emprestar dinheiro sobre o pagamento de juros, mas para bancos e as instituições financeiras.
  • LCI/LCA - A Letra de Crédito Imobiliário (LCI) e a Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) são títulos privados emitidos por instituições financeiras com o objetivo de captar recursos para o financiamento do setor imobiliário e do setor agrícola. O grande diferencial dos investimentos em LCI e LCA é que não é cobrado Imposto de Renda.
  • Debêntures - As debêntures são títulos de médio e de longo prazo emitidos para captação de recursos. Elas podem ser isentas de Imposto de Renda e de IOF quando são classificadas como debêntures de infraestrutura.
  • Letras de câmbio - Assim como nas debêntures, as letras de câmbio também são ofertadas por empresas, mas, neste caso, empresas do ramo financeiro, as chamadas financeiras. O valor mínimo de uma LF é de R$150.000,00, embora os emissores possam exigir um valor de aplicação inicial em LF maior.
  • CRI/CRA - O Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI) e o Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) são títulos emitidos por securitizadoras – Empresas especializadas em operações financeiras que transformam títulos de crédito (duplicatas, cheques, notas promissórias) de médio e longo prazo em recurso imediato para fortalecer o caixa das empresas.



Fontes: Investidor.gov, CVM, Agência Brasil

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