Educação Financeira

A queda dos juros e os investimentos

10/07/2020

A queda dos juros é assunto constante entre investidores e no mercado financeiro em geral. Mas o que isso quer dizer para os investimentos? Para entender a Taxa Selic, uma abreviação de Sistema Especial de Liquidação e Custódia, precisamos primeiro saber o que é o juro. De maneira mais simplificada, o juro é a remuneração de um credor para um empréstimo concedido a um devedor. No Brasil, o governo federal emite títulos públicos, visando tomar empréstimos para financiar suas atividades, como saneamento, educação e saúde. Esses títulos são vendidos a investidores, que se tornam credores e visam receber uma contrapartida, ou seja, os juros.

As taxas dos títulos públicos são definidas pelo Banco Central, que administra os leilões de títulos do governo e define uma remuneração sobre eles. O Comitê de Política Monetária, o COPOM, se reúne a cada 45 dias para definir as diretrizes da política monetária do país e a taxa básica de juros. É ela o que costuma nortear os juros usados em todas as operações financeiras do país, como as cobranças em empréstimos e financiamentos, por exemplo. Assim, o país pode incentivar o consumo ou desaquecer o mercado, controlando a inflação.

Juros e investimentos

Quando o COPOM aumenta a taxa, o Banco Central está tentando atrair mais investimentos em títulos públicos. Em tese, as pessoas compram menos e passariam a investir mais, fazendo com que a demanda caia e, consequentemente, baixem os preços de produtos e serviços. Com isso, o governo consegue conter o avanço da inflação e diminui o ritmo da economia como um todo.

Por outro lado, quando os juros caem, cenário que estamos vivendo atualmente, os bancos diminuem os investimentos nos títulos do governo e passam a aumentar o crédito à população, estimulando o consumo e aquecendo a economia. A taxa baixa também incentiva as pessoas a procurarem investimentos de maior risco, com chances de retornos maiores. Isso ocorre porque a Selic serve como referência para diversos investimentos, que são atrelados à variação dos juros.

Juros e pandemia

As reduções continuaram durante o período da crise do coronavírus, o que vem ocasionando a paralisação na atividade econômica e, consequentemente, deflação. Na avaliação da autarquia, a pandemia está provocando "uma desaceleração significativa do crescimento global, queda nos preços das commodities e aumento da volatilidade nos preços de ativos financeiros".

Quais as melhores opções de investimento?

Os cortes da Selic também beneficiam as empresas listadas em bolsa. Com os juros em patamares baixos, a rentabilidade dos investimentos em Renda Fixa caiu e a tendência é que haja um fluxo de investidores em busca de retornos maiores em um mercado que aceita melhor o risco. Contudo, o investidor precisa avaliar as opções de investimento antes de diversificar. Para escolher os produtos mais adequadas a seus objetivos e situação financeira, é preciso avaliar o seu perfil – confira o artigo sobre Perfil de Investidor. Além disso, a equipe da Consulenza também prepara mensalmente um relatório completo com as principais sugestões de alocação em ativos definidos por perfil – confira o relatório desse mês.

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