Educação Financeira

Riscos e oportunidades

01/10/2020

Diariamente e em todas as atividades estamos sujeitos a todo tipo de risco. Nem sempre é possível afastá-los por completo, mas temos que fazer de tudo para minimizar os danos que eles podem nos causar. No mercado financeiro, o gerenciamento de risco também se mostra importante pois permite avaliar todos os fatores que podem influenciar negativamente um investimento. Com isso, podemos encontrar alternativas para lidar com eles, pois pensando de maneira prévia tomamos decisões mais seguras, conscientes e acertadas.

De oportunidade todo mundo entende um pouco, mas são poucos os que conseguem mitigar os riscos. Normalmente, os investidores que conseguem gerenciar bem os riscos acabam tendo uma performance melhor. Ninguém quer perder uma boa oportunidade de ganhar dinheiro. Contudo, no mercado financeiro toda boa oportunidade está diretamente atrelada a algum tipo de risco. Infelizmente, não há como dissociar as duas coisas e, por isso, um investidor precisa entender com quais cartas ele está jogando antes de começar a fazer qualquer aporte.

Os bancos, por exemplo, antes de emprestar dinheiro para seus clientes realizam uma análise de risco para entender se ele é um bom pagador e se existe alguma possibilidade daquela pessoa se tornar inadimplente. Portanto, o risco é o grau de incerteza em relação ao retorno do dinheiro investido, ou seja, analisar as chances de um investimento dar um retorno abaixo do esperado ou até mesmo de perder tudo o que foi investido. Por isso, antes de analisar a rentabilidade e retorno, precisamos saber quais riscos estão embutidos para tomar decisões com mais clareza.

O grau de risco que cada investidor está disposto a correr está diretamente ligado ao seu perfil de investidor. O conservador está menos disposto a correr riscos, mesmo que isso comprometa a rentabilidade. Já moderado busca o equilíbrio maior entre risco e retorno. O agressivo está mais disposto a correr riscos para obter retornos maiores. Tentar fazer um investimento que não se adéqua ao seu perfil pode trazer muita ansiedade e dor de cabeça.


Quais os principais riscos que existem?


  • Risco do ativo - precisamos analisar uma empresa como um todo antes de decidir investir nos seus papéis. Os investidores da mineradora Vale, por exemplo, viram os seus investimentos derreterem com o acidente em Brumadinho.


  • Risco do mercado - está atrelado a fatores externos e que podem impactar as operações da empresa em que se está investindo. O coronavírus é um exemplo claro disso, nenhuma empresa esperava ser impactada por essa pandemia, mas o mercado como um todo segue sofrendo.


  • Risco de crédito -  analisa a possibilidade de uma instituição financeira quebrar ou dar calote. Uma boa forma de se precaver com relação ao risco de crédito é checar avaliações, ou ratings, das instituições do mercado financeiro - Standard & Poor’s e a Moody’s podem auxiliar com essas informações


  • Risco de liquidez -   estima a facilidade de resgatar um investimento. Quanto mais rápida for a conversão do investimento em dinheiro no bolso, maior é a sua liquidez. Aqui o investidor pode reduzir os riscos construindo uma carteira diversificada de Investimentos.


  • Risco legal -  diretamente ligado a questões jurídicas e contratuais da empresa. Neste caso, é preciso analisar junto à CVM se há questões legais atreladas a empresa.  Diretamente ligado ao risco legal está o risco regulatório, passível de mudanças legais importas ao mercado pelo governo.


Ninguém quer que tudo dê errado, mas as probabilidades existem e mostram que há riscos ao se tomar a decisão de investir. Em todos os casos, o risco deve ser enfrentado e minimizado. O investidor também deve se preocupar em diversificar seus investimentos para diminuir as chances de perda significativa de seu patrimônio. Como citamos no último artigo,  precisamos ter um colchão de emergência, mesmo analisando todos os riscos atrelados ao negócio.

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