Educação Financeira

Tesouro direto ainda vale a pena?

22/01/2021

Desde que a taxa básica de juros da economia, a Selic – leia mais sobre esse tema – começou a cair, a relevância e a rentabilidade das aplicações de renda fixa vêm sendo colocadas contra a parede. Entre os investimentos disponíveis, o mais popular no país é o Tesouro Direto, que é visto por muitas pessoas como um substituto para a tradicional poupança, cujo dinheiro aportado não tem protegido o investidor da inflação, deteriorando o capital. O investimento funciona como um empréstimo ao governo, que paga juros pelo dinheiro aportado, com determinada taxa de rentabilidade e prazo específico.

O rendimento pode ser pré-fixado, pós-fixado ou híbrido. Em títulos pré-fixados, a taxa é fixa e já é conhecida no momento da aplicação. No caso de títulos com rentabilidade pós-fixada, o rendimento segue o valor de determinado índice econômico. Cada um apresenta características diferentes em relação a prazos, taxas e liquidez. Por isso, devem ser analisados de acordo com perfil de cada investidor – confira seu perfil de investidor.

Entre os tipos de títulos, temos: LTN - Letra do Tesouro Nacional, que possui rentabilidade prefixada; NTN-F - Nota do Tesouro Nacional Série F, que é muito parecida com a LTN, mas o investidor pode optar por receber juros semestralmente; LFT - Letra Financeira do Tesouro, com rentabilidade pós-fixada e atrelada à Taxa Selic; NTN-B Principal - Nota do Tesouro Nacional série B Principal, que tem rentabilidade hibrida, uma parte prefixada e outra pós-fixada, atrelada ao IPCA; e NTN-B - Nota do Tesouro Nacional série B que é muito parecida com NTN-B Principal, mas o investidor pode optar por receber juros semestralmente;

O Tesouro Direto acaba se tornado o ponto de partida para muitos investidores, inclusive para abandonar a poupança e experimentar novas aplicações. Porém, em uma carteira diversificada, é possível mesclar características de investimentos diferentes, incluindo o Tesouro Direto, e fazendo um gerenciamento de risco. Não é por que a Selic registrou índices baixos, por exemplo, que você deve abandonar o Tesouro Direto. O segredo do bom investidor é adequar as aplicações disponíveis aos seus objetivos.

De fato, a Selic em baixa faz com que os investimentos desse tipo acabem rendendo menos do que renderam no passado. Embora tenha perdido parte de sua vantagem em relação aos rendimentos, os títulos públicos são seguros por serem atrelados ao Governo Federal, têm liquidez e são extremamente acessíveis. Sendo assim, apesar de não ter uma das maiores rentabilidades do mercado financeiro, continuam valendo a pena para investidores mais conservadores.

Além disso, funcionam muito bem como uma reserva de emergência – leia mais sobre o tema. Também são uma excelente opção para o investidor que quer se proteger da inflação e/ou de momentos de crise econômica. Ainda que, por vezes, não apresentem as melhores taxas de rentabilidade do mercado, eles são sólidos e podem oferecer uma projeção precisa dos ganhos para o investidor. A renda fixa segue alinhada a diversos objetivos financeiros e a escolha de um investimento é complexa, exigindo dedicação e uma análise aprofundada do investidor e dos seus objetivos pessoais.

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